Laércio de Menezes fine art photography

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Sobre a "Ode Marítima". 

"Ode é uma composição poética que surgiu na Grécia Antiga, e era cantada e acompanhada pela lira, ou simplesmente liricos. Ode, em grego, significa canto. A ode caracteriza-se pelo tom elevado e sublime com que trata determinado assunto".

Comecei o projeto da série “Ode Marítima” no ano passado, quando adquiri uma câmera digital e duas lentes. A escolha inicial seria descer de carro a costa brasileira, do Maranhão até a Bahia, mas no último momento troquei pela costa Chilena, escolhida pela sua diversidade. Fiz o roteiro, aluguei um carro, saí de Santiago do Chile e subi a costa para o norte, até a cidade de Antofagasta. De lá, peguei um avião para o sul, até Puerto Montt, aluguei um carro novamente, indo mais pro sul, até a linda Ilha de Chiloé, depois comecei a subir novamente para o norte, até Santiago para pegar o avião para casa.

Fiz um total de 5.000km em 20 dias, com uma média diária de 250 km. Saía cedo e chegava tarde, cansado e satisfeito. Para o outro dia já tinha um roteiro programada, ao qual me ative.

O Chile é um país lindo e bem tradicional, lembrando ou pouco o Brasil dos anos 70. Senti-me muito seguro, não aconteceu nenhum problema durante toda a viagem, que fiz sozinho.

Sempre fui fascinado por água, velejei toda a minha vida adulta até a bem pouco tempo, além do mais gosto de ir praia no verão.

É na fronteira, entre o mar e a terra, que fiz esta primeira série de imagens que apresento no portfólio “Ode Marítima – Oceano Pacífico”.

Visualizei este trabalho, com imagens que transmitissem a sensação de tranquilidade, suavidade e grandiosidade, quase como num cenário imaginário, com o movimento das águas marítimas contrastando com as coisas estáticas na volta. 

 

 

 A história por trás da imagem

  

 para o NEWS

 

Uma amiga perguntou aonde foi tirada esta foto? Veio à ideia então, de falar da imagem, das impressões ...

Entre Santiago e Antofagasta, meio do caminho, tem o Parque Nacional Pan de Azucar, o qual vi algumas fotos na internet e marquei no meu roteiro como parada obrigatória. Este parque fica a uns 30 km de uma pequena cidade chamada Chañaral. Entre esta cidade e o Parque, através de uma estrada costeira, tinha notado uma vasta área desértica com praia bem extensa e larga, marquei no mapa para voltar no dia seguinte. Na manhã seguinte, aproveitei para ir até a cidade consertar o farol do carro e tomar café, na volta para o parque, fui parando em diversos locais com possibilidades de boas fotos. A primeira, foi uma panorâmica da cidade , feito a partir de um ponto alto perto da praia (foto: Dust in the Wind), em que aparece a praia, o mar, a cidade e as montanhas com a tradicional poeira andina. De carro, devagar, um olho despreocupado na estrada (não passou nada) e outro atento na paisagem, depois de algumas fotos, parei nesta imensa praia deserta, com a orla lá longe. A solidão era total, concentrado, câmera no tripé, olhando pelo visor, procurando a melhor composição para abarcar toda aquela grandiosidade, levei um susto, pois repentinamente ouvi um murmúrio, como multidão que falasse rapidamente e aos sussurros, tirei rapidamente o olho do visor para ver o que era, mas não tinha ninguém. Era o vento junto com o bater das ondas lá no fundo que provocava estes estranhos sons, quase como milhares de vozes a falar ao mesmo tempo. Fiquei um bom tempo a escutar esta linguagem estranha para os meus ouvidos. A presença humana se fez com os rastros das rodas dos carros na areia.

Tirei duas fotos, com pequenas modificações quanto à exposição e composição, fiz alguns ajustes no photoshop, resultando nesta imagem que pode ver acima, com a grandeza da praia, do mar, mas “O Céu é Maior”.

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